O Sistema Solar na Malha Urbana da Cidade de Chaves


Por: Paulo Coimbra

Ao longo da nossa existência, vamo-nos acostumando lentamente à noção de escala.

De início, temos o berço, o quarto, a casa, o jardim… De visita à casa da avó, apercebemo-nos que existe uma rua, uma aldeia, uma vila, uma cidade. Mais tarde vamos de férias e notamos que afinal ainda existe um “mundo” mais longínquo.

Quando damos conta, tomamos consciência que afinal habitamos um calhau que orbita em torno de uma estrela, o Sol, a uma bela distância de aproximadamente 150 000 000 km da mesma, demorando 365 dias para o fazer.



Para os mais atentos (ou mais curiosos), torna-se afinal evidente que o nosso Sistema Solar não passa de um mero agrupamento de astros, algures vagueando na imensidão duma galáxia tão pequena (ou tão grande), que a luz demora cerca de 100 000 anos a ir de uma extremidade à outra, à vertiginosa velocidade de 300 000 km por segundo.

Para nos ajudar a perceber a grandeza do nosso Sistema Solar, Chaves brinda-nos com uma ferramenta espetacular: a sua representação, à escala, na malha urbana da cidade!

Assim, percorrendo as suas belas artérias, conseguimos ter a noção do tamanho do nosso sistema planetário.

O percurso começa obviamente no Sol, situado na margem esquerda do Rio Tâmega, mais precisamente no encontro da ponte pedonal – um círculo metálico com 62 cm de diâmetro, implantado no pavimento, perto do Banco da Matemática.


Já no tabuleiro, deparamo-nos com Mercúrio e Vénus, junto ao primeiro e segundo tirantes, respetivamente. A Terra está já na margem direita, com o seu satélite natural, a Lua. Aqui começamos a ter uma ideia mais precisa da escala, uma vez que conseguimos visualizar a distância da Terra à Lua, a distância da Terra ao Sol, bem como a distância a que se encontram os planetas Mercúrio e Vénus.

Continuando a nossa caminhada, descemos a escadaria e reparamos em Marte, situado em plena via.

Rumamos em direção à Rua de Santo António para conseguirmos encontrar Júpiter, situado junto ao quiosque aí existente. Novamente tomamos consciência da grandeza das distâncias em jogo: enquanto os planetas telúricos se encontravam perto do Sol, com Júpiter já não se passa o mesmo. A distância ao Sol é já enorme.

O passeio continua. Vamos encontrar Saturno no Jardim do Bacalhau e Úrano na Avenida Nuno Álvares, perto do Cino Chaves. Para chegar a Neptuno temos que seguir pela Av. Heróis de Chaves, encontrando-o após a rotunda, no passeio à esquerda.

Finalmente o planeta anão Plutão, encontramo-lo quase no final da Avenida da Trindade, à direita, antes da rotunda.

Foram percorridos a pé mais de 2600 metros, que representaram cerca de 5 900 000 000 km reais!